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Sempre-Lendo, o melhor grupo de troca de livros da Internet! - старонка 6


No fim-de-semana, vai ter reuniões no Pentágono.

Deve estar na forja algo de grande comentou Greg com interesse.

Há já algum tempo, acho eu. Não me contou nada, mas encontrou-se com o presidente algumas vezes.

Talvez vamos atirar uma bomba sobre a Rússia gracejou Greg com um sorriso, nenhum deles acreditando em semelhante hipótese.

Isso está um bocado ultrapassado, não está. Maddy retribuiu-lhe o sorriso. Aposto que vão pôr-nos a par, mais cedo ou mais tarde. Olhou o relógio de pulso e levantou-se. Tenho de ir à comissão da primeira-dama. A reunião é às duas horas. Volto a tempo de me maquilhar para o noticiário das cinco.

Ficas bonita mesmo sem maquilhagem. A voz de Greg era suave. Diverte-te. Dá cumprimentos meus à primeira-dama. Maddy esboçou um sorriso, disse-lhe adeus com a mão, saiu do gabinete e desceu as escadas para chamar um táxi. Era uma corrida de cinco minutos até à Casa Branca, e a primeira-dama, que acabava precisamente de chegar no meio de uma fila de automóveis vinda de casa dos

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McCutchins, encontrou-se com Maddy e entraram juntas na Casa Branca, cercadas por membros dos Serviços Secretos. Mrs. Armstrong perguntou-lhe se fora ao funeral e, perante a sua resposta afirmativa, fez um comentário relacionado com o espectáculo triste dos filhos dos McCutchins.

O Paul também parecia muito abalado acrescentou, pesarosa. Depois, no elevador que as levava aos aposentos privados, perguntou-lhe: Crê de verdade que ele a maltratava? Não a interrogou quanto às fontes de onde provinha a informação.

Maddy hesitou, mas por experiência anterior sabia que podia confiar na discrição de Mrs. Armstrong.

Creio, sim. Ela própria me contou que ele lhe batia e tinha pavor dele. Mostrou-me as equimoses nos braços na semana passada. Sei, pelo que ela disse, que me falava verdade, e acho que o Paul McCutchinsnão o ignora. Vai querer que toda a gente esqueça as minhas palavras. E era por isso que não acreditava que ele fosse processar a estação.

A primeira-dama abanou a cabeça tristemente, suspirando quando saíam do elevador ao encontro da sua secretária e de mais agentes dos Serviços Secretos.

Lamento o que ouvi. Não duvidava nem por um momento do que Maddy lhe contara, ao contrário de Greg e Jack. Como mulher, estava predisposta a aceitar. E aliás nunca gostara de Paul McCutchins: parecia-lhe um tirano. É por essas e por outras que estamos hoje aqui, não é? Que exemplo perfeito de um acto de violência impune contra uma mulher, Maddy. Houve muitas reacções a ele? Maddy sorriu ao ouvir a pergunta.

Recebemos milhares de cartas de espectadoras, aplaudindo-o. Quase nenhuma de espectadores. E o meu marido Por pouco não se divorciava de mim.

O Jack? Que mesquinho da parte dele. Surpreende-me o que me diz. Phyllis Armstrong mostrava-se genuinamente admirada. Tal como o marido, sempre fora amiga de Jack Hunter.

Tem medo de que o senador o processe explicou-lhe Maddy.

Não me parece que se atreva, se for verdade

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respondeu Phyllis Armstrong ao entrarem na sala onde os outros membros da recém-formada comissão as esperavam. Especialmente se for verdade. A propósito, ela deixou algum bilhete.

Parece que existe uma carta para os filhos, mas não sei quem a leu, se é que alguém o fez. A polícia entregou-a ao Paul quando a encontrou.

Aposto que vai ficar tudo por aí. Diga ao Jack que se descontraia O que você fez está certíssimo. Trouxe à luz essa zona escura, a dos maus tratos, e da violência cometidos contra as mulheres.

Vou repetir-lhe as suas palavras. Maddy sorriu, enquanto o seu olhar varria a sala. Havia oito mulheres e quatro homens, e a oitava mulher era ela própria Entre os homens, reconheceu dois juizes federais, entre as mulheres, uma juíza do tribunal de apelação e outra, membro da imprensa. A primeira-dama apresentou-lhe as mulheres e explicou que eram duas professoras, uma advogada, uma psiquiatra e uma médica. O terceiro homem era também médico e o último do grupo a quem Maddy foi apresentada era Bill Alexander, o antigo embaixador na Colômbia que perdera a mulher às mãos de terroristas. A primeira-dama informou-a de que ele gozara algum tempo livre após ter deixado o Departamento de Estado, e agora estava a escrever um livro. Formavam um grupo interessante e ecléctico: asiáticos, afro-americanos e brancos; uns jovens, outros mais idosos, todos profissionais, vários bastante conhecidos, Maddy era a mais nova de todos, talvez cerca de meia dúzia de anos, e possivelmente a mais famosa, com excepção da primeira-dama.

Phyllis Armstrong deu rápida e sucintamente início à sessão e a sua secretária sentou-se para tomar apontamentos. Deixara lá fora os agentes dos Serviços Secretos; os membros da comissão estavam sentados numa salinha confortável na qual havia uma grande bandeja de prata com café, chá e um prato de biscoitos, sobre uma bonita mesa inglesa antiga Conversava com cada pessoa interpelando-a pelo seu nome e olhava toda a sala com uma expressão maternal. Já lhes falara do corajoso editorial de Maddy de terça-feira à noite, sobre Janet McCutchins, embora muitos deles o tivessem ouvido e o aprovassem sinceramente

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Tem a certeza de que ela foi maltratada? perguntou-lhe uma das senhoras, e Maddy hesitou antes de responder.

Não sei bem como responder-lhe. Acredito que foi, embora não pudesse prová-lo em tribunal. Seria tido como boato. Foi ela quem me contou. Voltou-se para a primeira-dama com um olhar interrogativo. Presumo que o que dizemos aqui é confidencial... Era assim que se passava muitas vezes com as comissões presidenciais.

É, sim assegurou-lhe Phyllis Armstrong.

Acreditei nela, apesar de as duas primeiras pessoas a quem relatei o caso não terem acreditado em mim. Trata-se de dois homens, um colabora comigo na televisão, o outro é o meu marido, e ambos deviam estar melhor informados.

Estamos hoje aqui para discutir o que podemos fazer acerca do problema de crimes cometidos contra as mulheres começou Mrs. Armstrong. Será uma questão de legislação, de incutir nas pessoas em geral a percepção da violência? Como podemos lidar com isto com maior eficácia? E, de seguida, gostaria de ver o que podemos fazer. Acho que todos nós gostaríamos. Os presentes anuíram com um aceno de cabeça. Hoje, pretendo fazer uma coisa um pouco fora do comum. Apreciaria que cada um expusesse a razão por que está aqui, quer seja por motivos profissionais ou pessoais, se não lhes custar falar nisso. A minha secretária não tomará notas e, se não quiserem falar, nada os obriga a fazê-lo. Mas penso que seria interessante para nós. E, embora não o tenha dito, sabia que criaria um elo forte entre eles. Estou disposta a ser a primeira, se preferirem.

Todos esperaram respeitosamente, e ela contou-lhes uma coisa a seu respeito que nenhum deles sabia.

O meu pai era um alcoólico e todos os fins-de-semana, sem falha, batia na minha mãe, depois de ter recebido o salário à sexta-feira. Estiveram casados quarenta e nove anos, até ela acabar por morrer de cancro. O facto de lhe bater era como que um ritual para todos nós, eu tinha três irmãos e uma irmã. E todos aceitávamos aquilo como algo de inevitável, tal como ir à igreja ao domingo. Eu costumava esconder-me no meu quarto para não ter de assistir, mas de qualquer modo sabia o que estava a passar-se. E depois ouvia-a

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soluçar no quarto Mas ela nunca o deixou, nunca o obrigou a parar, nunca lhe retribuiu a pancada. Todos nós odiávamos aquilo e, quando cresceram, os meus irmãos foram-se embora e também eles começaram a embebedar-se. Mais tarde, um deles maltratava a mulher, o mais velho, o que se lhe seguia era abstémio e veio a ser ministro, o mais novo morreu, alcoólico, aos trinta anos. Eu não, eu não tenho problemas de álcool, se é que se interrogam a esse respeito. Não gosto muito de bebidas, bebo muito pouco, a mim o álcool não me afectou. O que me tem afectado a vida inteira é a ideia, a realidade de mulheres agredidas em todo o mundo, muito frequentemente pelos maridos, e ninguém mexer um dedo contra isso. Sempre prometi a mim própria que um dia me envolveria, e gostaria de fazer qualquer coisa, fosse o que fosse, para provocar uma mudança, e já. Todos os dias há mulheres molestadas nas ruas, atacadas e perseguidas sexualmente, violadas e espancadas pelos companheiros e maridos e, por qualquer razão, nós aceitamo-lo. Não gostamos, não aprovamos, choramos quando ouvimos falar num caso, especialmente se conhecemos a vítima. Mas não pomos um ponto final, não estendemos o braço para afastar a arma, ou a navalha, ou a mão, tal como eu nunca obriguei o meu pai a parar. Talvez não saibamos como, talvez não nos preocupemos o suficiente Ou preocupamo-nos Simplesmente, não gostamos de pensar no assunto. O que pretendo é que as pessoas comecem a pensar, se ergam e actuem. Acho que já não é sem tempo, há muito que devia ter acontecido. Quero que me ajudem a travar a violência contra as mulheres, por mim, por vós, pela minha mãe, pelas nossas filhas e irmãs e amigas. Quero agradecer a todos pela vossa presença aqui, pela ajuda que se prestaram a dar-me. Tinha lágrimas nos olhos quando acabou de falar e por um instante todos a fitaram. Não era uma história rara Mas tornava Phyllis Armstrong muito mais real para todos

A psiquiatra que crescera em Detroit contou um caso semelhante, só que o pai matara a mãe e em consequência fora para a prisão. Acrescentou que era lésbica e fora violada e espancada aos quinze anos por um rapaz junto do qual crescera. Vivia com a mesma mulher há catorze anos, acrescentando

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que conseguira ultrapassar os maus tratos que sofrera em jovem, mas preocupava-a a tendência para o aumento de crimes violentos contra as mulheres, mesmo na comunidade homossexual, e a capacidade de todos virarem as costas quando eles aconteciam.

Alguns dos outros não possuíam experiência pessoal de violência, mas ambos os juizes federais referiram que tinham tido pais agressivos que às vezes esbofeteavam as mães e que, até crescerem e mudarem de opinião, achavam normal o procedimento do pai. Chegou então a vez de Maddy, que hesitou momentaneamente. Nunca até aí contara a sua vida em público; sentia-se insegura.

A minha história não é assim tão diferente das outras começou. Cresci em Chattanooga, no Tennesee, e o meu pai sempre bateu na minha mãe. Às vezes ela retribuía-lhe, a maior parte delas, não. Por vezes, estava bêbedo quando o fazia; noutras alturas, apenas furioso com ela, ou com qualquer outra pessoa, ou com qualquer coisa que sucedera nesse dia. Éramos paupérrimos e ele sempre pareceu incapaz de manter um emprego, e também por isso batia na minha mãe. Tudo o que lhe acontecia era culpa dela. E quando ela não estava por perto, batia-me a mim, mas não com muita frequência. As zangas deles foram uma espécie de música de fundo da minha infância, um tema familiar com o qual cresci. Sentia-se um pouco ofegante, e pela primeira vez em anos a sua pronúncia sulista se fez ouvir, enquanto prosseguia. Tudo o que eu queria era fugir daquilo. Odiava a minha casa, e os meus pais, e o modo como se tratavam. Por isso casei-me, aos dezasseis anos, com o meu namorado do colégio, e mal nos casámos ele começou a bater-me. Bebia de mais e não trabalhava quase nada. Chamava-se Bobby Joe e eu acreditei nele quando disse que a culpa era toda minha; que se eu não fosse tão insuportável e má esposa, e tão estúpida e desmazelada, uma imbecil, ele não “teria” de me bater. Mas tinha de o fazer. Uma vez empurrou-me pela escada abaixo e parti uma perna. Eu trabalhava então numa estação de televisão em Knoxville, que foi vendida a um homem do Texas, que por acaso comprou uma rede de televisão por cabo em Washington e me trouxe com ele. Julgo

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que a maioria de vocês o conhece. Jack Hunter. Deixei a minha aliança de casamento e um bilhete na mesa da cozinha em Knoxville e encontrei-me com o Jack na estação de autocarros da Greyhound, levando comigo apenas uma mala Samsomte com dois vestidos lá dentro, e voei como louca até Washington para trabalhar com ele. Divorciei-me e casei com o Jack passado um ano e desde então ninguém levantou a mão contra mim. Eu não o permitiria. Agora sei defender-me. Basta que por acaso alguém me pareça mal-intencionado para eu fugir como do demónio. Não sei porque tive sorte, mas tive. O Jack salvou-me a vida. Fez de mim tudo aquilo que hoje sou. Sem ele, provavelmente estaria morta. Acho que o Bob me teria morto uma noite, empurrando-me pelas escadas até eu partir o pescoço ou pontapeando-me na barriga. Ou talvez simplesmente porque eu quisesse por fim morrer. Nunca contei nada disto por vergonha, mas agora quero ajudar mulheres como eu, mulheres que não têm tanta sorte como eu tive, mulheres que se julgam acorrentadas e que não têm um Jack Hunter à espera delas com uma limusina para as levar para outra cidade. Quero estender a mão a essas mulheres e ajudá-las. Elas precisam de nós acrescentou, com os olhos rasos de lágrimas. Devemos-lhes isso

Obrigada, Maddy. A voz de Phyllis Armstrong soava docemente. Todos eles tinham um elo em comum, ou a maioria deles, advogados e médicos e juizes e até uma primeira-dama, casos de violência e ultraje, e só por muita sorte e determinação haviam sobrevivido E todos tinham plena consciência de que havia muitas outras pessoas com menos sorte, que precisavam de ser ajudadas. O grupo sentado nos aposentos da primeira-dama estava ansioso por pôr em acção algo nesse sentido.

Bill Alexander foi o último a falar, e a sua história foi a mais rara, como aliás Maddy suspeitava que seria. Crescera num bom lar em Nova Inglaterra, com pais que o amavam e se amavam. E conhecera e casara com a sua esposa quando ela estava em Wellesley e ele em Harvard. Doutorara-se em Política Estrangeira e Ciências Políticas e ensinara vários anos em Dartmouth, depois em Princeton e dava aulas em Harvard quando fora nomeado embaixador no Quénia aos cinquenta

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anos. O seu posto seguinte foi em Madrid e daí foi transferido para a Colômbia. Disse que tinha três filhos adultos que eram respectivamente médico, advogado e banqueiro. Todos muito respeitáveis e com boas carreiras académicas. Fora uma vida calma, “normal”, de facto, acrescentou com um sorriso, uma existência algo aborrecida mas satisfatória

A Colômbia fora para ele um desafio interessante a situação política lá era delicada, e o tráfico da droga infiltrava-se no país por todos os lados. Estava intrincadamente entrelaçado com todas as formas de comércio, os políticos não prestavam, a corrupção disparava. Fascinara-o a tarefa que se propunha levar a cabo e sentia-se à altura até a sua esposa ser raptada. Tremeu-lhe a voz ao dizer a palavra. A mulher fora mantida prisioneira durante sete meses, prosseguiu, lutando contra as lágrimas que acabaram por vencê-lo. A psiquiatra sentada a seu lado pôs-lhe a mão no braço, como que para o amparar, e ele sorriu-lhe. Todos eram agora amigos, conheciam-se mais intimamente, partilhavam segredos ocultos

Tentámos tudo para a recuperar explicou em voz rouca, perturbada. Maddy calculara, pelo tempo que passara nos seus postos diplomáticos, que andaria pelos sessenta anos. Tinha o cabelo branco, olhos azuis, um rosto jovem e um porte atlético. O Departamento de Estado mandou negociadores especiais para falar com representantes do grupo terrorista que tinha a refém em seu poder. Propunham uma troca, negociá-la contra cem prisioneiros políticos, e o Departamento de Estado não ia aceitar tal coisa. Compreendo as razões que lhe assistiam, mas não queria perdê-la. A CIA também tentou, pretendeu por seu turno raptá-la, mas a tentativa falhou e ela foi levada para as montanhas e a partir daí não conseguimos encontrá-la. Acabei por pagar o resgate que eles pediam e depois fiz uma coisa muito idiota. De novo se lhe embargou a voz enquanto continuava a sua história, e o coração de Maddy, tal como o de todos os que o ouviam, compadeceu-se dele. Tentei negociar eu próprio com eles. Fiz tudo o que podia. Quase enlouqueci, a tentar tê-la de volta. Mas eles eram demasiado espertos, demasiado rápidos, demasiado demoníacos para serem batidos. Pagámos o resgate e, três dias mais tarde, mataram-na. Largaram o corpo
2010-07-19 18:44 Читать похожую статью
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